Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Chlorestes cyanus(Vieillot, 1818)Nome em Inglês
White-chinned Sapphire
Beija-flor-roxo
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) hulë = floresta, mata; e kharis = beleza; e do (grego) kuanos = azul escuro. ⇒ Beleza da floresta azul escuro.
Características
Mede entre 8 e 9 centímetros de comprimento, peso entre 2,8 e 3,5 gramas. Macho com a cabeça, garganta e peito de coloração azul-arroxeado brilhante, às vezes estendendo-se para o pescoço, mento esbranquiçado pintado de azul, lados do pescoço e parte inferior da garganta azulados; partes superiores verde-dourado, ficando acobreadas no dorso inferior; barriga verde com o centro acinzentada, flancos verde-dourado, cauda preto-azuladas; bico vermelho de ponta negra. Fêmea com a cabeça verde, partes superiores verde dourado mais claras, mento esbranquiçado pintado de azul e centro das partes inferiores acinzentadas.
Ssp. viridiventris: tem o bico mais curto (16 mm contra 17,5 mm do tipo), e o macho tem a barriga de um verde-esmeralda mais intenso.
Ssp. rostrata: é o tem os caracteres morfométricos maiores (por exemplo, asa de 54 mm, contra 46 mm tipo; bico 18 mm).
Ssp. conversa: tem o bico mais longo (18,5 mm) e o macho tem o abdome de um verde mais pálido a acinzentado.
Ssp. griseiventris: o macho tem o bico de 17 mm, tem a coroa e a garganta verde-azulada, barriga acinzentada e o dorso inferior geralmente mais acobreado a arroxeado.
Voz: “zíbu-ziiiiiiii”, “hítzi…”, “gogogo”. O macho canta do poleiro solitário, geralmente um galho alto, nu, bastante aberto, com uma série de frases estridentes, proferidas a uma taxa de 2 a 3 por segundo. As vezes machos se reúnem em duplas ou trios para cantar juntos e pousam imóveis em galhos expostos, entoando uma série confusa de notas agudas “suisi-si-si-si”.
beija-flor-roxo macho
beija-flor-roxo fêmea
beija-flor-roxo jovem
Subespécies
Possui cinco subespécies reconhecidas:
Hylocharis cyanus cyanus (Vieillot, 1818) - ocorre na região costeira do leste do Brasil; dos estados de Pernambuco até o estado do Rio de Janeiro;
Hylocharis cyanus viridiventris (Berlepsch, 1880) - ocorre da Colômbia até as Guianas, no sul da Venezuela e no norte do Brasil;
Hylocharis cyanus griseiventris (Grantsau, 1988) - ocorre na região costeira do sudeste do Brasil; do estado de São Paulo até o nordeste da Argentina na região de Buenos Aires.
Hylocharis cyanus rostrata (Boucard, 1895) - ocorre do leste do Peru até o nordeste da Bolívia e no oeste do Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira.
Hylocharis cyanus conversa (Zimmer, 1950) - ocorre do leste da Bolívia até o norte do Paraguai e no Brasil no estado de Mato Grosso do Sul.
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015; Clements checklist, 2016).
| Fotos das subespécies de Hylocharis cyanus |
| (ssp. cyanus) | (ssp. viridiventris) | (ssp. griseiventris) |
Hylocharis cyanus cyanus (macho) |
Hylocharis cyanus viridiventris (macho) |
Hylocharis cyanus griseiventris (macho) |
| (ssp. rostrata) | (ssp. conversa) |
Hylocharis cyanus rostrata (macho) | |
Alimentação
Alimenta-se de flores. A base de sua alimentação é o néctar.
beija-flor-roxo se alimentando
Reprodução
Hábitos
Comum em campos com árvores, capoeiras, bordas de florestas altas e clareiras com árvores. Reúne-se com outros indivíduos em árvores floridas, geralmente brigando pelos melhores locais.
Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.
Distribuição Geográfica
Quase todo o Brasil, com exceção da Região Sul. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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